Caso Padre Zé: primeira audiência é suspensa sem depoimentos de padre Egídio e de ex-diretoras

  • 20/05/2024
(Foto: Reprodução)
Os réus devem ser ouvidos apenas no mês de junho, quando a audiência vai ser retomada. Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé TV Cabo Branco/Reprodução A primeira audiência de instrução do processo que apura um esquema de desvios de recursos no Hospital Padre Zé, iniciada nesta segunda-feira (20), foi suspensa após a defesa do padre Egídio de Carvalho insistir no no depoimento de testemunhas que faltaram. Com isso, os três acusados, o padre e as ex-diretoras do hospital, Jannyne Dantas Miranda e Amanda Duarte da Silva Dantas, não foram ouvidos pela Justiça. Na audiência desta segunda, foram ouvidas sete testemunhas, sendo seis apresentadas pelos réus e uma testemunha de acusação. De acordo com o Tribunal de Justiça da Paraíba, a audiência vai será retomada no dia 13 de junho. Nesta data, serão ouvidas as testemunhas de defesa e também serão interrogados os réus. O g1 tentou contato com a defesa de padre Egídio, mas não teve retorno até a última atualização desta notícia. A audiência é referente à Operação Indignus, que investiga desvios na gestão do hospital, será realizada no Fórum Criminal de João Pessoa. A Justiça autorizou que ela poderia acontecer de forma presencial ou semipresencial. Estão citados no processo o padre Egídio de Carvalho e as ex-diretoras do Hospital Padre Zé, Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte da Silva Dantas (ex-tesoureira), investigados por suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos e fraudes na gestão da unidade hospitalar, em João Pessoa. Já a audiência de instrução do processo em que padre Egídio é investigado por supostas fraudes na compra de computadores será realizada em 27 de maio. Nesse processo, também são investigados Amanda Duarte e o empresário João Diógenes de Andrade Holanda, suspeitos de desvio de recursos públicos destinados à aquisição desses equipamentos. LEIA TAMBÉM: HOSPITAL PADRE ZÉ: entenda operação que investiga desvio de verbas e tem padre como principal suspeito Hospital Padre Zé, em João Pessoa Hospital Padre Zé/Divulgação Quando começou a investigação? A operação ‘Indignus’ foi deflagrada na manhã do dia 5 de outubro, mas as irregularidades no Hospital Padre Zé começaram a ser investigadas quando mais de 100 aparelhos celulares foram furtados da instituição. Esse caso foi tornado público em 20 de setembro. A denúncia, no entanto, foi feita em agosto e imediatamente um inquérito policial foi aberto. Um suspeito, inclusive, chegou a ser preso, mas responde em liberdade e cumpre medidas cautelares. Padre Egídio deixou a direção do hospital logo após a denúncia sobre o furto de celulares. Os celulares foram doados pela Receita Federal, oriundos de apreensões, e seriam vendidos em um bazar solidário para comprar uma ambulância com UTI e um carro para distribuição de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade. No desenrolar das investigações do furto, a Arquidiocese da Paraíba anunciou que estava afastando o padre Egídio de qualquer ofício ou encargo eclesiástico. Na prática, ele fica proibido de ministrar missas ou qualquer outro sacramento da igreja. Após o furto dos celulares, uma denúncia anônima foi apresentada ao Ministério Público da Paraíba apontado uma série de irregularidades na gestão do padre Egídio. Na terça, 3 de outubro, uma força-tarefa composta por órgãos públicos da Paraíba foi formada para investigar irregularidades no Hospital Padre Zé. O Hospital Padre Zé, em João Pessoa, afirmou que constatou inúmeras dívidas que comprometem sua funcionalidade após avaliar a situação operacional, funcional, contábil e financeira da instituição. A gestão disse que a primeira providência foi solicitar ao Ministério Público da Paraíba uma ampla auditoria em todas as contas, contratos, convênios e projetos do hospital. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2024/05/20/caso-padre-ze-primeira-audiencia-e-suspensa-sem-depoimentos-de-padre-egidio-e-de-ex-diretoras-do-hospital.ghtml


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